No cooperativismo, Ronaldo Sorana construiu uma carreira guiada por propósito e impacto social
Diretor executivo da Sicredi Campo Grande MS/GO, Ronaldo Sorana encontrou no cooperativismo um modelo de trabalho alinhado aos seus valores. Com uma trajetória iniciada ainda na universidade, ele destaca o papel das cooperativas no desenvolvimento das comunidades e defende um mercado mais humano, transparente e coletivo.
Sua história com o cooperativismo começou em 1998, ainda no período acadêmico, quando ingressou em uma cooperativa como estagiário. Foi ali que conheceu as bases de um modelo que preza pela coletividade.
Porém, fruto de muito estudo e dedicação, já no ano seguinte, em 1999, foi aprovado no concurso do Banco do Brasil, onde permaneceu até 2006. Apesar de estar em uma das instituições financeiras mais sólidas do país, o desejo de atuar em algo no qual realmente acreditava falou mais alto. Em 2006, pediu demissão do banco público para voltar ao cooperativismo. "Decidi sair e voltar para o cooperativismo, que algo no qual eu acreditava e acredito muito", relembra.
Após passar um ano trabalhando na área financeira de uma cooperativa de produção, até quem em 2007 ingressou no Sicredi. A partir daí, construiu uma carreira sólida: atuou como gerente geral de agência e, em 2014, assumiu o cargo de diretor-executivo, posição que ocupa desde então.
À frente da diretoria, Ronaldo conduz a estratégia da instituição focando no engajamento das equipes em torno de um propósito claro: gerar prosperidade e melhorar a qualidade de vida da comunidade. "A cooperativa não é uma empresa de fora que vem para uma comunidade que não entende, ela faz parte porque todos os cooperados são donos. Então, estrategicamente, a gente entende, constrói a necessidade e faz a diferença", explica o diretor.
Em sua avaliação, esse modelo de negócio saudável equilibra o mercado ao oferecer produtos e serviços financeiros adequados e justos, conectando pessoas que compartilham do mesmo desejo de evolução coletiva. "Uma cooperativa sem transparência não funciona, porque ela se torna apenas mais uma no mercado", enfatiza.
Apesar do impacto positivo e do crescimento constante do setor, Ronaldo aponta que o principal desafio do movimento ainda é o desconhecimento por parte da sociedade sobre como o modelo realmente funciona. "Precisamos contar para a sociedade todos os benefícios, porque quando alguém entende, faz negócios com a cooperativa", defende.
Para quem deseja iniciar sua jornada no cooperativismo ou mesmo fomentar o modelo em sua região, Ronaldo Sorana deixa um conselho valioso: construa primeiro um propósito estruturado, pensando sempre no equilíbrio entre o bem individual e o bem coletivo. E, para quem busca realização profissional e felicidade no trabalho, o diretor executivo finaliza com uma dica simples e certeira sobre o perfil ideal para o setor: "Quem quer ser feliz profissionalmente falando, procure uma cooperativa, que cuida das pessoas. E quem quer trabalhar em cooperativa precisa gostar de gente e querer fazer a diferença na vida das pessoas."
Esta reportagem faz parte da série especial Vozes do Cooperativismo - Especial de Maio 2026.